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Artigo de demonstração : este texto ilustra a maqueta editorial. Desaparecerá com a primeira edição produzida pela redação.

Análise

Reforma do Conselho de Segurança: três questões técnicas decidem tudo

O princípio de uma representação permanente do continente africano reúne consenso nos discursos. A negociação esbarra no direito de veto, no modo de designação e na cláusula de revisão.

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Salle de conférence internationale, sièges vides avant une session. Illustration générée par intelligence artificielle

O desequilíbrio é regularmente recordado: o continente que concentra a maior parte dos dossiês inscritos na ordem do dia do Conselho não dispõe nele de qualquer assento permanente.

O veto, principal ponto de bloqueio

Um alargamento sem igualdade de direitos institucionalizaria uma hierarquia entre membros permanentes. Inversamente, multiplicar os detentores do veto arriscaria paralisar ainda mais o órgão.

A designação dos titulares exige um acordo continental sobre critérios (peso demográfico, contribuição para as operações de paz, equilíbrio regional) que nenhuma instância formalizou até hoje.

Qualquer alteração da composição pressupõe ainda uma revisão da Carta, sujeita a ratificação. É essa cláusula, mais do que os desacordos de fundo, que explica o impasse do dossiê.

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